Marca figurativa precisa ser original e distintiva. Símbolos de banco de imagens são usados por muita gente, logo não se registram nem se defendem. A saída é desenhar um símbolo próprio, ancorado no nome.
É comum a marca nascer de um ícone baixado de um banco de imagens. Funciona no começo. O problema aparece quando a empresa cresce e quer proteger o nome.
Por que não registra
Um registro de marca protege o que é distintivo. Se o mesmo símbolo está disponível para qualquer assinante, ele não identifica uma empresa só. Pode haver colidência com marcas existentes e a proteção fica fraca. Na prática, você não tem como impedir que outro use algo parecido.
O custo escondido
Além do risco jurídico, há o custo de percepção. No setor de seguros, por exemplo, escudos, leões e apertos de mão se repetem em dezenas de marcas. O cliente não distingue uma da outra.
Como sair do genérico
- Pesquise o nome. Etimologia, história, uso. No caso da Pignus, a palavra latina remete a penhor e garantia, e isso guiou o desenho.
- Combine ideias em uma forma só. Letra inicial, um gesto e um contorno de proteção em um único símbolo.
- Teste a unicidade. Busque no banco do INPI e em imagens reversas antes de fechar.
- Documente o sistema. Versões, usos e proibições entram no brandbook.
Marca que não se registra é aluguel, não patrimônio.
Este artigo é orientação de design, não parecer jurídico. O registro em si deve ser conduzido com um especialista em propriedade industrial.
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